quarta-feira, 4 de maio de 2016

Uso das redes sociais na educação avança, mas ainda apresenta grandes desafios

Já são muitas as iniciativas de levar as redes sociais, tão presentes no dia a dia das pessoas, para a sala de aula. O desafio que se impõe às escolas agora é criar formas de se apropriar dessas ferramentas de maneira pedagógica, defende o professor José Armando Valente, pesquisador do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação), criado em 1983 na Unicamp e que trabalha com pesquisas e formação de educadores.

Para isso, diz Valente, será preciso encontrar um meio-termo no que está sendo feito. O pesquisador afirma que há dois tipos de professores atualmente: os deslumbrados com as tecnologias, que a enxergam como única solução para as questões educacionais, e os céticos, que não vêem com bons olhos essa discussão. Opinião semelhante tem João Mattar, da Anhembi Morumbi. “O grande desafio para os próximos anos será criar ambientes colaborativos de aprendizagem através das redes sociais e da web 2.0”, acrescenta o professor, que entre outros livros publicou “A Educação a Distância e o Professor Virtual – 50 Temas em 50 Dias On-line”.

O papel do professorOutro ponto em que os dois pesquisadores concordam diz respeito ao lugar do educador nesse cenário. Mattar relembra suas experiências com EaD e ambientes virtuais de aprendizagem e diz que o docente/tutor tem um papel preponderante nesse processo à medida que cria conteúdos que privilegiam a interação e define os critérios pedagógicos para que ela ocorra.



De acordo com Valente, sem o docente, as redes sociais perdem o caráter educativo
Para Valente, sem a mediação de um docente, as redes sociais não têm como ter um forte caráter educativo. “Vemos que os bons casos de utilização das mídias sociais são aqueles em que o educador acompanha todo o processo, utiliza as ferramentas tendo em vista um projeto pedagógico mais amplo e demonstra domínio das funcionalidades que o meio escolhido possui.”

Dessa forma, Mattar destaca que um dos principais entraves para a utilização da web 2.0 nas escolas é o baixo preparo que os docentes possuem para atuar na rede, justamente por não terem domínio técnico para isso. “Se o professor não sabe usar o Twitter, como ele pode criar uma proposta pedagógica para ele?”, questiona.

Mas os que já estão familiarizados podem não apenas levar as ferramentas para a sala de aula, como usar as redes para o seu próprio desenvolvimento. Projeto realizado através do Twitter pelo professor João Mattar, o#eadsunday mobiliza pesquisadores e profissionais que atuam com educação online a debaterem e postarem referências na área. Para entrar na discussão, basta usar a hashtag (expressão que organiza as discussões e as torna mais fáceis de serem localizadas). Em média, são mais de 30 mensagens divididas entre diálogos e links interessantes a cada semana, além de mensagens de incentivo e congratulações. A ideia é fomentar debates nessa área através da troca de experiências, conta Mattar, que mantém o perfil@joaomattar no microblog.

A reportagem foi retirado do site conforme link abaixo e você poderá ler ela completa. 
https://www.institutoclaro.org.br/em-pauta/uso-das-redes-sociais-na-educacao-avanca-mas-ainda-apresenta-grandes-desafios/

2 comentários:

  1. Com objetivo educacional deve mesmo haver o mediador, senão os conteúdos, as mídias utilizadas ficam dispersas no meio de outras informações.

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  2. A informação sempre irá somar seja através de livros ou redes sociais, agora a presença de um mediador é muito importante para nortear o uso já que o uso desmedido pode também se tornar um vilão.

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