terça-feira, 17 de maio de 2016

Pensando a Educação

Pensando a Educação...
            Falamos muito em mudanças nos últimos tempos, de uma forma geral e globalizada. Tudo está se transformando. Isso não é uma particularidade somente desta geração. O que nos faz diferentes hoje é que temos os instrumentos para podermos medir e quantificar estas alterações.
            Outro dado significativo é o de que somos sujeitos dessas mudanças. Pertencemos a um sistema natural em que, ao mesmo tempo em que provocamos mudanças sofremos as suas conseqüências. Então, até que pontos conseguimos analisar todos os dados coletados com total imparcialidade a fim de determinarmos o que é importante para a Escola hoje?
       Ao nos debruçar sobre a Educação do século anterior, podemos perceber as formas de estudo/metodologias e suas conseqüências/resultados. Neste século, qualquer pessoa enumera  diversos entraves e incompetências da Escola como alunos que não sabem escrever; alunos que não dominam as regras do português; alunos que não fazem cálculos mentais; alunos que possuem dificuldade de estabelecer lógica; alunos que viveram anos dentro de uma escola e não conseguem falar sobre ela por dez minutos. Agora, se tudo isso é considerado falha da Escola, não deveria ser esse o seu foco? Por outro lado, me parece que não basta mudar a organização do trabalho escolar se não houver objetivos claros no processo de ensino-aprendizagem.
            Confesso que tenho muita dificuldade de entender na prática como se sugere as formas de estudo atuais.  Sim, porque parece existir uma unamidade na modalidade  “Projetos” por considerar o interesse do aluno, o respeito ao coletivo  e as diversidades, a integração de diferentes áreas do saber, dentre outros. Mas, ainda assim, a Escola e o professor se fazem peças chaves no processo e o seu papel (neste caso, de mediador), precisa ter um eixo... E a pergunta que continuo a formular é: o que é necessário que o aluno aprenda? O que é necessário que o professor direcione?
         Elis Regina Zanotelli


Texto produzido a partir da leitura  “Os múltiplos conhecimentos: saberes do aluno, saberes do professor; saberes locais, saberes universais”, de Zilda Kessel.

2 comentários:

  1. Muito bem colocado, também tenho essa dúvida, e sinceramente percebo uma certa hipocrisia em se dizer que não devemos dar tanta importância aos conteúdos. Porque os vestibulares e concursos públicos cobram isso.É como ter dois pesos e duas medidas, na hora de ensinar é um "crime" ser tradicional, na hora do cobrar é normal.

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  2. Boa pergunta! Creio sinceramente Elis que duas coisas sempre precisam estar dispostas quando falamos em Educação, dedicação e boa vontade, por todos que a compõem (professores, gestores, alunos, famílias, sociedade em geral). Precisamos preparar nossos alunos a serem cidadãos independentes, portanto mais uma vez cabe a nós professores analisar e compreender nossos alunos como um todo e procurar descobrir o que será realmente necessário para a sua vida futura.

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