Pensando a
Educação...
Falamos
muito em mudanças nos últimos tempos, de uma forma geral e globalizada. Tudo
está se transformando. Isso não é uma particularidade somente desta geração. O
que nos faz diferentes hoje é que temos os instrumentos para podermos medir e
quantificar estas alterações.
Outro
dado significativo é o de que somos sujeitos dessas mudanças. Pertencemos a um
sistema natural em que, ao mesmo tempo em que provocamos mudanças sofremos as
suas conseqüências. Então, até que pontos conseguimos analisar todos os dados
coletados com total imparcialidade a fim de determinarmos o que é importante
para a Escola hoje?
Ao
nos debruçar sobre a Educação do século anterior, podemos perceber as formas de
estudo/metodologias e suas conseqüências/resultados. Neste século, qualquer
pessoa enumera diversos entraves e
incompetências da Escola como alunos que não sabem escrever; alunos que não
dominam as regras do português; alunos que não fazem cálculos mentais; alunos
que possuem dificuldade de estabelecer lógica; alunos que viveram anos dentro
de uma escola e não conseguem falar sobre ela por dez minutos. Agora, se tudo
isso é considerado falha da Escola, não deveria ser esse o seu foco? Por outro
lado, me parece que não basta mudar a organização do trabalho escolar se não
houver objetivos claros no processo de ensino-aprendizagem.
Confesso
que tenho muita dificuldade de entender na prática como se sugere as formas de
estudo atuais. Sim, porque parece
existir uma unamidade na modalidade
“Projetos” por considerar o interesse do aluno, o respeito ao
coletivo e as diversidades, a integração
de diferentes áreas do saber, dentre outros. Mas, ainda assim, a Escola e o
professor se fazem peças chaves no processo e o seu papel (neste caso, de
mediador), precisa ter um eixo... E a pergunta que continuo a formular é: o que
é necessário que o aluno aprenda? O que é necessário que o professor direcione?
Elis Regina Zanotelli
Texto produzido a partir da
leitura “Os múltiplos conhecimentos:
saberes do aluno, saberes do professor; saberes locais, saberes universais”, de
Zilda Kessel.
Muito bem colocado, também tenho essa dúvida, e sinceramente percebo uma certa hipocrisia em se dizer que não devemos dar tanta importância aos conteúdos. Porque os vestibulares e concursos públicos cobram isso.É como ter dois pesos e duas medidas, na hora de ensinar é um "crime" ser tradicional, na hora do cobrar é normal.
ResponderExcluirBoa pergunta! Creio sinceramente Elis que duas coisas sempre precisam estar dispostas quando falamos em Educação, dedicação e boa vontade, por todos que a compõem (professores, gestores, alunos, famílias, sociedade em geral). Precisamos preparar nossos alunos a serem cidadãos independentes, portanto mais uma vez cabe a nós professores analisar e compreender nossos alunos como um todo e procurar descobrir o que será realmente necessário para a sua vida futura.
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